Três mulheres com máscara de ferro, de Agustina Bessa-Luís

feminismo e subversão

  • Alda Maria Lentina Universidade de Dalarna (Suécia).
Palavras-chave: Agustina Bessa-Luís, máscara, género, subversão, feminismo

Resumo

Propomo-nos analisar, à luz das teorias de Género e Queer, um texto inédito de Agustina Bessa-Luís, intitulado Três mulheres com máscara de ferro. A particularidade deste curto texto, sem indicação de género, reside no facto da autora retomar três personagens femininas emblemáticas da sua obra, Quina, Ema e Fanny, transformadas em estátuas das três Graças da Antiguidade, e que, ao retirarem as máscaras e retomarem vida, instauram um diálogo a três. O nosso propósito será mostrar em que medida este texto marca a manifestação clara, por parte da autora, de um «feminismo subversivo» — problematizando os papéis de género para desenhar um continuum feminista — ultrapassando nisso o que Isabel Pires de Lima considera ser «cristalizações do feminino».

Publicado
2018-12-14