A Poesia, a arte, a imortalidade

  • Jorge Vaz de Carvalho Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa
Palavras-chave: Jorge de Sena, Poesia, Arte, Imortalidade

Resumo

O topos da imortalidade literária percorre a literatura desde Homero. Se toda a cultura proclama o desejo de superar a nossa condição natural, em Jorge de Sena, a par do veemente inconformismo face ao absurdo de nascermos para morrer, há uma afirmação da descrença em qualquer tipo de imortalidade. Daí a urgência no reconhecimento pelos méritos da obra incomparável de que sabe ser autor, quere-o neste mundo por, como escreve, não acreditar noutro. Mas se uma obra é essencialmente um gesto de sobrevivência, a de Sena cumpre decerto a profecia do seu verso: «Um dia nos libertaremos da morte sem deixar de morrer».

Publicado
2019-12-17